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27/09/2018

Aliança debate critérios de Morte Encefálica e incentiva Doação de Órgãos

Transformar certidões de óbitos em novas certidões de nascimento. Este foi um dos principais objetivos do debate qualificado realizado nesta terça-feira (25/09) no auditório do Hospital Aliança sobre os novos critérios diagnósticos da Morte Encefálica a partir da Resolução 2173/2017. A médica coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Dra. Lara Torreão, ressaltou a importância do evento que proporcionou o esclarecimento sobre a nova Resolução e que marca a adesão do Hospital à campanha nacional de doação de órgãos – Setembro Verde.

 

“Aqui no HA, como os casos de morte encefálica são mais raros – um a dois ao ano, nosso foco é na educação das equipes assistenciais para lembrar sobre a possibilidade de doação de córneas naqueles pacientes de 3 a 70 anos que tiveram diagnóstico de morte de coração parado, ou parada cardíaca pura”, afirmou Dra. Lara.

 

As mudanças da nova Resolução foram abordadas pela médica coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Dra.Rita de Cássia Martins. “Uma das alterações que facilitou a realização do protocolo e que tem facilitado a doação de órgãos inclusive no interior da Bahia é o fim da obrigatoriedade do diagnóstico de um neurologista para confirmação da ME. Agora, podem ser médicos das seguintes especialidades: medicina intensiva, medicina intensiva pediátrica, neurologia, neurologia pediátrica, neurocirurgia ou medicina de emergência. ”

 

Já a representante da Sociedade de Terapia Intensiva (Sotiba) da Bahia, a psicóloga Jaqueline Maia, respondeu a difícil pergunta de como abordar a morte com os familiares. “A minha temática é necessária de ser dita aos profissionais de Saúde para que possamos minimizar, ao máximo possível, a dor daqueles familiares, com informações claras e melhores formas de acolhimento.”

 

Confira abaixo depoimentos do público presente:

 

“Os pacientes com morte encefálica acabam sendo nossos porque estamos neste contato direto com eles. Por isso, foi muito bom ter vindo para saber um pouco mais sobre este tema”, Thaissa Torrezini, médica plantonista da UTI Geral

 

“Estes casos de morte encefálica estão dentro da nossa realidade, mas, muitas vezes, deixamos de dar informações por medo ou por falta de conhecimento. Isto me motivou a estar aqui hoje. Vai me ajudar na melhora da assistência aos pacientes e familiares”, Valdiney Pereira, enfermeiro assistencial da UCI