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07/05/2019

Consulta médica de rotina: vale a pena se prevenir

A cada 40 segundos, no Brasil, uma pessoa morre por doença cardiovascular segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em todo o mundo, são 17,5 milhões de óbitos pelas doenças do coração de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números são alarmantes e mostram a necessidade de cuidar bem do coração de forma rotineira.

 

Sobre o assunto, o cardiologista do Hospital Aliança e professor titular da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Dr. Gilson Feitosa, recomenda a importância de uma consulta médica de rotina para os adultos. “Para aquelas pessoas que não possuem doenças cardiovasculares já identificadas ou que não possuam os sintomas característicos como falta de ar ao esforço, dor no peito, desmaios, inchação das pernas, fadiga e palpitações, a procura por uma consulta de rotina deve ser feita a partir dos 40 anos. ”

 

O cardiologista explica ainda o caráter preventivo da consulta e os seus benefícios. “É nessa consulta e através de exames clínicos, físicos, laboratoriais e de imagem que podemos nos prevenir das doenças cardiovasculares como o infarto e a hipertensão arterial”. Só a hipertensão, por exemplo, contribui direta ou indiretamente por metade das mortes por doença cardiovascular, e dados apontam que 20% das pessoas que possuem a doença não fazem o tratamento corretamente. “Com o diagnóstico, por exemplo, da hipertensão arterial, o cardiologista já consegue estimular o combate com medidas de controle dietético saudável e prática regular de atividades físicas”, analisou o médico.

 

Acompanhamento cardiológico
Dr. Gilson Feitosa ressaltou ainda a importância de um acompanhamento de perto por um cardiologista para aqueles que já tenham um diagnóstico prévio de doenças como sopros cardíacos descobertos na infância, arritmias ou alterações cardíacas de qualquer natureza em exames de rotina ou que tenham doenças cardiovasculares preponderantes na família. “Existem também condições congênitas de leve manifestação na infância que podem aparecer mais tarde. Nesses casos, o pediatra desempenha importante papel no acompanhamento”, finalizou.