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27/09/2018

Resultados da Linha de Cardiologia do Hospital Aliança consolidam atendimento diferenciado ao paciente cardíaco

O cuidado centrado no paciente estabelecido pela Linha de Cardiologia do Hospital Aliança é o tema da entrevista com o médico coordenador da Linha, Dr. Eduardo Novaes, a poucos dias do Dia Mundial do Coração, 29 de setembro. Dr. Eduardo conta sobre como é realizado este cuidado e os resultados positivos desse trabalho, como a redução da mediana do tempo porta-balão da Linha para 65 minutos – quando o índice nacional é de 73,9 minutos.

 

 

Hospital Aliança: Como funciona a Linha de Cardiologia do Hospital Aliança?

 

1) Dr. Eduardo Novaes: A Linha de Cardiologia do Hospital Aliança funciona no modelo de cuidado centrado no paciente/família/acompanhante. Assim, a proposta é de tratamento da doença cardíaca utilizando todas as evidências cientificas e a alta tecnologia disponível no Hospital, na forma de cuidado estruturado pela equipe multiprofissional, que garante a diversidade de conhecimento e percepções dos membros da Linha. O time tem como principal tarefa o gerenciamento do Protocolo do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do Segmento ST, que é a patologia de maior causa de morte no Brasil, ocorrendo um óbito a cada 5 minutos. Então coletamos informações de toda a jornada do paciente na instituição, desde a abertura da ficha, realização da angioplastia até o pós-alta, já que realizamos a continuidade do cuidado ao manter contato com os pacientes por até um ano.

 

HA: Como é a relação equipe HA e paciente assim que o cliente chega ao Hospital?

 

2) Dr. Eduardo Novaes: A relação consiste em coletar e analisar as informações a cada atendimento, fazendo os ajustes com o objetivo do aperfeiçoamento contínuo. Como realizamos treinamentos regulares de toda equipe (assistencial, recepção e portaria), temos a garantia de que o paciente será atendido de acordo com os melhores padrões da literatura associada à empatia tão própria do funcionário do Hospital Aliança.

 

HA: O tempo porta-balão na Linha Cardiológica tem quebrado recordes internos de atendimento. A que isso se deve?

 

3) Dr. Eduardo Novaes: Desde 2016, quando o protocolo foi instituído, temos observado uma evolução progressiva do tempo porta-balão, que é o principal indicador para medir a efetividade com que um hospital atende o IAM. O ano de 2018 tem sido em particular gratificante, pois estamos com um aumento do número de inclusões no Protocolo e tivemos o melhor registro do tempo porta-balão: 48 minutos. Nossa mediana, até agosto, situa-se em 65 minutos. Ou seja, em comparação à mediana dos hospitais da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), que é de 73,9 minutos, estamos superiores. Também destaco que, até o momento, todos os casos atendidos este ano tiveram o tempo porta balão abaixo de 90 minutos, que é a meta máxima aceitável.

 

HA: No Dia 29 de setembro, teremos o Dia Mundial do Coração e o Aliança está organizando um evento sobre o tema para a manhã do dia 28 de setembro, no auditório do Hospital. Qual a importância deste dia e deste evento comemorativo?

 

4) Dr. Eduardo Novaes: Essa data tem um significado mundial de alertar a população sobre os riscos da doença cardíaca devido aos altos números de óbitos por IAM. No mundo, são 17 milhões de mortes só por IAM. É como se uma cidade de São Paulo desaparecesse do planeta a cada ano. O Hospital Aliança, então, se preocupa com o tema e, este ano, o evento terá como foco a qualidade de vida no pós IAM. Os pacientes aqui tratados estão sendo convidados para trocar experiências que possam gerar empoderamento não apenas no controle da doença, mas também no olhar sobre sua vida social, ambiental, afetiva e espiritual. Sabemos que, após o IAM, muitas mudanças são necessárias e é preciso estar preparado psicologicamente para enfrentá-las. Este destaque será abordado durante o evento pelo titular de Psiquiatria da UFBA e professor adjunto de Psiquiatria no Texas, Dr. Irismar Oliveira.