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29/01/2020

Orientações sobre coronavírus, o vírus que se espalhou pelo mundo

Desde o final de 2019, um vírus identificado na China chamado coronavírus começou a atingir diversos moradores da cidade de Wuhan, na China. Segundo último levantamento internacional, nesta terça-feira (28/01), o número de mortos chegou a 132 óbitos. Porém, segundo o infectologista do Hospital Aliança, Dr. Robson Reis, é preciso desmistificar os riscos do coronavírus de chegar ao Brasil. Confira a entrevista sobre o assunto.

 

O coronavírus é um novo vírus?

Dr. Robson Reis: O coronavírus não é um novo vírus. É um vírus que já foi identificado desde 1960 e já foi responsável por duas epidemias na China (2002) e Oriente Médio (2012). O que está acontecendo desde o final do ano passado é que temos uma nova variante desse vírus que surgiu na China.

 

O coronavírus é um vírus mortal?

RR: Não, a taxa de letalidade dele é, em média, de 2,5%. O que não confere esse risco “mortal” como as pessoas estão noticiando. Nem por isso, podemos deixar de tomar os devidos cuidados. Nos anos anteriores, eram transmitidos de animal para humanos, como no caso de dromedários na epidemia ocorrida no Oriente Médio (2012). O vírus atual foi transmitido através de um mercado chinês.

 

Quais são os sintomas?

RR: São sintomas respiratórios, causando tosse, falta de ar, podendo levar à pneumonia, insuficiência respiratória aguda grave e até o óbito.

 

O vírus já chegou ao Brasil?

RR: Aqui no Brasil, não temos qualquer tipo de caso suspeito ou caso confirmado. Até porque, para termos casos suspeitos, é preciso que o paciente tenha febre, falta de ar, tosse e, principalmente, estar dentro da situação epidemiológica: ter vindo de algum lugar que o vírus já esteja circulando ou ter contato com pessoas com essa doença. Então, no momento, não há motivo para pânico.

 

Quais são os cuidados?

RR: Para se prevenir, devemos tomar os cuidados gerais para evitar as infecções virais: higienizar as mãos (com água e sabão e álcool em gel); evitar ficar levando a mão à boca e ao nariz; procurar ambientes arejados; ao tossir, utilizar a dobra do cotovelo; e fortalecer nosso sistema imune: dormir bem, comer bem e se hidratar.

 

 

 

Como medida de prevenção e controle, o Hospital Aliança estabeleceu plano de contingência para os casos suspeitos de contágio pelo Coronavírus, de forma a assegurar as prioridades no atendimento.

 

 

Em nossas Emergências, retire a senha de prioridade e informe imediatamente ao auxiliar da recepção.

Para se prevenir dessa e de outras infecções virais, fique atento às seguintes medidas: higienize as mãos com água e sabão ou álcool em gel com frequência; evite levar a mão à boca, nariz e olhos; ao tossir ou espirrar, utilize a dobra do cotovelo; evite contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; use lenço descartável para higiene nasal; não compartilhe objetos de uso pessoal; mantenha os ambientes bem ventilados; evite o contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações; Fortaleça o seu sistema imune: durma bem, se alimente bem e se hidrate com frequência.

 

 

 

Definição de caso suspeito:

 

  1. Histórico de viagem, nos últimos 14 dias, para áreas de transmissão local (China) do Coronavírus (2019 n-COV) associado a febre e sintomas respiratórios como tosse, dificuldade respiratória, entre outros;

  2. Contato com casos suspeitos de Coronavírus nos últimos 14 dias associado a febre e sintomas respiratórios como tosse, dificuldade respiratória, entre outros;

  3. Contato com casos confirmados de coronavírus nos últimos 14 dias associado a febre ou sintomas respiratórios como tosse, dificuldade respiratória, entre outros.