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14/03/2019

Preservar a infância é valorizar o desenvolvimento humano

“A infância é o período mais importante da vida de uma pessoa”. É o que ressalta a coordenadora científica do Centro Aliança de Pediatria e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dra. Luciana Silva. Em comemoração ao Dia Mundial da Infância, 21 de março, a pediatra trouxe importantes informações sobre esta fase de descobertas e criação de vínculos. “É entre os cinco primeiros anos que as conexões afetivas, o desenvolvimento e o aprendizado estão sendo construídos e que serão levados ao longo da vida”, comenta.

 

A pediatra analisa também que é nessa fase que devem ser combatidos dois problemas comuns no Brasil: a obesidade e o bullying. Sobre a obesidade infantil, a Federação Mundial da Obesidade alerta que o Brasil pode atingir 11,3 milhões de crianças obesas em uma década e que, até 2025, 150 mil crianças e jovens desenvolverão diabetes tipo 2; 1,4 milhão sofrerão com gordura no fígado e 1 milhão terão pressão arterial elevada, que pode desenvolver outros graves problemas ao corpo.

 

Por isso, a pediatra recomenda o estímulo aos hábitos saudáveis nas crianças. “ Nós sabemos que as crianças passam hoje muito tempo na frente do computador, jogos e telefones celulares. E isso já é muito ruim para o desenvolvimento cognitivo e socialização. Então, se recomenda que as crianças não fiquem mais de duas horas por dia utilizando esses dispositivos e procurem fazer atividades físicas. A criança sadia deve fazer diariamente pelo menos uma hora de atividade física suando, correndo e brincando, de preferência junto aos pais”.

 

Sobre o bullying, outra realidade que afeta 43% dos alunos em escolas segundo estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), evidenciando o Brasil como quarto país no mundo com maior índice desse fenômeno, a pediatra reforça medidas que devem ser tomadas tanto para quem sofre como para quem faz o bullying.

 

“É preciso sempre conversar com as famílias e com as crianças. E isso passa pela questão do exemplo que essas crianças têm em casa e no seu entorno, passa pela construção de maneira adequada da auto estima dela. Então, é importante que professores, famílias e escola estejam atentos para evitar o bullyng. A escola deve ser um espaço de inclusão e as crianças devem ser orientadas a tratar como iguais todos os coleguinhas”, finaliza.