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10/01/2019

Sedentarismo não combina com saúde. Hora de se mexer

O ano de 2019 começou e um dos principais projetos que a população brasileira precisa colocar em pauta é começar as atividades físicas regulares. Isso porque o sedentarismo no Brasil só cresce e já é responsável por 13,2% de todas as mortes por doenças metabólicas como diabetes tipo 2 e acidentes vasculares cerebrais (AVC), por doenças cardiovasculares e pelos cânceres de mama e do cólon. Além disso, a obesidade, que tem relação direta com a falta de exercícios, já é uma condição vivida por 18,9% da população brasileira de acordo com última pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2016.

 

“Sedentarismo não combina com saúde. É preciso entender que somos o resultado entre gasto energético (atividade física) e ganho energético (ingestão de alimentos). A genética tem uma influência muito grande no surgimento de doenças, entretanto o gatilho para a manifestação destas doenças pode estar ligado ao sedentarismo. Recentemente, foi descoberto por pesquisadores no Rio de Janeiro que a irisina, uma substância produzida quando praticamos exercício, protege os neurônios susceptíveis a doença de Alzheimer. Essa é mais uma constatação de que vive mais e melhor quem pratica atividades físicas regulares”, esclarece o endocrinologista com especialização em Medicina do Esporte, Dr. Francisco Lins.

 

É por isso que o especialista orienta, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana. “Quanto mais cedo a pessoa tomar a decisão de praticar exercícios físicos, que têm o poder de renovar o metabolismo dos músculos – inclusive o coração – e ossos, menores serão as chances de acometimento de doenças relacionadas ao sedentarismo”, conclui.

 

O endocrinologista lembra ainda que é na infância e adolescência que a prática de atividades físicas deve ser estimulada. “Crianças devem ser estimuladas para práticas recreativas que produzam gasto energético. Assim, ganhos musculares e ósseos durante a infância e adolescência serão úteis na terceira idade, onde ocorrem perdas próprias desta faixa etária, onde, funcionalmente, os hormônios entram em declínio”.

 

Vale ressaltar ainda que, se estimulada na infância, existe uma maior tendência de que a prática de atividades físicas se mantenha na vida adulta e ajudem na velhice. “ O idoso que é sedentário tem riscos maiores para perda de massa óssea e muscular. Então, mantê-los em atividades regulares ajuda na qualidade de diversos tecidos corporais, incluindo o neurológico e o vascular”, atesta.